domingo, 6 de fevereiro de 2011

Comentários Quase Finais

    Inúmeros aspectos foram observados na viagem e deixamos aqui um resumo para subsídio de quem intenciona aventurar-se:

  • Ficamos impressionados com o respeito da faixa de segurança pelos motoristas chilenos. Basta pisar na faixa e o trânsito todo para
  • Não tivemos problema algum com o policiamento rodoviário argentino (famoso pela propina). pelo contrário em todas as abordagens que realizaram foram muito atenciosos e educados
  • Da mesma forma a população da Argentina e Chile. Todos muito atenciosos esforçando-se para que a comunicação fosse fácil, falando devagar e tentando atender nossas necessidades (pelo menos as minhas pois o resto da turma era poliglota)
  • Das poucas coisas que funcionaram na etapa de planejamento encaminhamos um e-mail ao consulado Argentino em Uruguaiana a fim de identificar a necessidade pera trafegar de carro no território argentino. Inúmeras foram as consultas a sites e blogs que traziam uma série de equipamentos e até coisas desnecessárias. Na dúvida recorremos ao consulado por orientação de um destes blogs (endereço:curug@bnet.com.br) Segue o conteúdo da correspondência:

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ILMO. SR. CLEITON, 
De acordo ao solicitado, estou encaminhando a relacao de documentos exigidos na Rep. para veículos de turistas.
Todo turista deve viajar com a documentacao original, Cédula de Identidade ou Passaporte.-
OBS.: E IMPORTANTE IMPRIMIR ESTE E LEVAR CONSIGO A FIM DE EVITAR QUE PECAM DOCUMENTOS QUE NÃO SEJAM EXIGIDOS.
  

URUGUAIANA (RS), SETEMBRO / 2010.-

A U T O M O V I L E S
Elementos y documentos requeridos en TODO EL PAIS, sin excepción, a saber:
·        UN MATAFUEGOS CON VERIFICADOR DE CARGA (extintor de incendio);
·        UNA BARRA DEREMOLQUE (cambao);
·        UN BOTIQUÍN DE PRIMEROS AUXILIOS (o básico);
·        DOS (02) BALIZAS TRIANGULARES;
·        CINTURONES DE SEGURIDAD;
·        APOYA CABEZA (BUTACAS DELANTERAS);
·        LICENCIA DE CONDUCTOR (Cartera de habilitaçao);
·        SEGURO DEL  AUTOMÓVIL INTERNACIONAL (Carta Verde);
·        DOCUMENTO ORIGINAL DE PROPIEDAD DEL VEHÍCULO;
·        AUTORIZACIÓN PARA CONDUCIR EN LA REPUBLICA, EN CASO DE NO SER PROPIETARIO DEL AUTO.

PARA LAS CAMIONETAS: PIDEN QUE SE COLOQUE UNA CALCOMANÍA QUE INDIQUE VELOCIDAD 110 Km. Y DOS ADHESIVOS LUMINOSOS EN LA PARTE TRASERA DEL VEHÍCULO.

NO EXISTE EN LEGISLACIÓN ALGUNA, EL REQUISITO DE LLEVAR UNA SABANA BLANCA O “MORTAJA PLASTICA”.

Cualquier perjuicio que sufran los viajeros procedentes del Brasil, portadores de la presente, deberá ser comunicado a este  para su inmediata comunicación a las más altas Autoridades de las Respectivas Policías y de Gendarmería Nacional.

Atenciosamente,
Consulado Consulado Argentino em Uruguaiana - RS.
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  • Preços: No Chile e Uruguai os custos de estadia e alimentação se equivalem aos do Brasil. Na Argentina a alimentação e gasolina tem custo muito inferior ao Brasil a tal ponto que algumas vezes refiz a conversão pois acreditava ter errado em algum ponto.
  • Gasolina argentina: abasteci durante a viagem com os três tipos de gasolina existente a não houve qualquer problema com o carro além da melhoria no desempenho a medida que a gasolina tinha maior octanagem. Possivelmente outra lenda.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Foto Chegada

    Segue a foto da chegada. O resultado não ficou dos melhores em função da hora e do local: o ajuste e foco foi todo no escuro. Não dava para enxergar os controles da máquina nem o pessoal. Montamos o tripé, apontamos para o local onde o pessoal estava e acionamos o timer......

   Na finaleira da coisa toda a Bruna ainda achou tempo e disposição para macaquear beijando o chão de Rio Grande......

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

14º dia - de Paysandu ao Cassino

Iniciamos aquele que imaginávamos como o penúltimo dia tomando um excelente café da manhã.
Saímos direto em direção a Rio Branco, passando por Taquarembo e Melo. Na medida em que avançamos a paisagem vai se tornando cada vez mais semelhante à nossa região da campanha gaúcha. Longas extensões de campo, com muitos animais pastando.
A impressão que se tem é de um país que parou nos anos 50. Estradas estreitas e mal conservadas, pontes muito estreitas e cidades que mais parecem pequenas vilas.




Acreditem, além das duas crianças que se pode ver, há um bebê dentro do carrinho!





Com apenas uma rápida parada para o xixi, chegamos em Rio Branco em torno das 16h.


O processo de aduana foi bastante rápido e logo em seguida estávamos almoçando em Rio Branco, de frente para o rio Jaguarão, mirando a margem brasileira.
A ideia inicial era fazer algumas compras em Rio Brsanco, pernoitar em Jaguarão e seguir para casa no dia seguinte. Lá pelas 19h havíamos encerrado a "procissão" pelos free shops e resolvemos tocar direto de volta para Rio Grande.
Lá pelas 21h15 estávamos no trevo da BR 392 com a RS 374, fazendo a foto de despedida (o Cleiton irá postar, depois).

O fotógrafo oficial, preparando a foto da despedida.

Foram aproximadamente 5.000 Km em 14 dias, 8 hotéis diferentes, 4 países e muitas histórias. Valeu muito, não apenas pelos lugares que conhecemos, mas pela convivência intensa de horas de confinamento no carro e de impagáveis conversas pelo rádio.
Vamos dar um tempo para a recuperação das finanças e começar o "planejamento" para uma próxima.
Ainda temos alguns posts pendentes com fotos resgatadas e recordações da viagem. Como diria o "Anonymus": VOLTAREMOS!!!!!

domingo, 30 de janeiro de 2011

13º dia - de Villa Maria a Paysandu

Hoje encerramos nossa etapa argentina da viagem.
Saímos de Villa Maria em direção à fronteira com o Uruguai.
Logo na saída "caímos" na auto estrada que leva até Rosário. Foram mais de 200 Km em pista dupla, de qualidade, com velocidade regulamentar de 130 Km/h. Na saída de Rosário, atravessamos o Rio Paraná, voltando a ter pista simples, com velocidade máxima de 110 Km/h. Foi um trecho que rendeu bastante.
Paramos para almoçar em uma parrila na beira da estrada, na localidade de Nogoya. Já tinhámos cumprido 360, dos 570 Km previstos.
Comida com jeito de caseira, deliciosa!




Como não houveram paradas no primeiro trecho, nos demos ao luxo de uma parada mais prolongada e retomamos viagem cerca de 1h30 depois.

O trecho restante continuou com pista simples e velocidade de 110 Km/h, sempre em boas estradas. Nos próximos dias faremos um post especial com as impressões acerca da Argentina.

Em torno das 17h estávamos em Colón, fronteira com o Uruguai, abastecendo "los coches".



Fizemos a passagem na aduana sem maiores demoras e encontramos hotel com facilidade em Paysandu (https://www.reservas.net/app/hotelreservation.exe?3084).
Ainda deu tempo de tomar um mate na beira do Rio Uruguay. Um mate mesmo, pois o Cleiton quebrou a segunda garrafa térmica na viagem. Amanhã compraremos uma em inox, para evitar contratempos.



O fotógrafo oficial da expedição, na praia do Rio Uruguai



Final de tarde no rio Uruguai. Á esquerda, a sombra do porto.



Retornamos ao hotel em torno das 21h e saímos para jantar uma autêntica pizza uruguaya, servida em porções individuais e quadradas. Os adultos acompanharam com cerveja local, bem gelada!


Amanhã, seguimos até Rio Branco/Jaguarão, retornando à terrinha!

sábado, 29 de janeiro de 2011

12º dia - De Mendoza a Villa Maria

Nesta sexta cumprimos um dos trechos mais extensos e cansativos da viagem. Não sei se pelo "efeito retorno" ou pela extensão (670 Km), mas estamos mortos.

Saímos de Mendoza às 8h50 direto pela Ruta 7. As estradas em excelente qualidade, na maior parte do trecho duplicadas.

Retões imensos, com pedágios baratos (no máximo R$ 2,00) e um tipo de sinalização que seria útil no Brasil (velocidades máxima e mínima).



A única paisagem pitoresca de uma viagem em linha reta e sem maiores atrações foi a salina e laguna de Bebedero, próximo a San Luis. Uma paisagem impressionante, no meio de uma região bastante árida.

Entrada do departamento de San Luis

Parece neve, mas é sal!

Com um bloco de gelo, digo de sal!




Encontramos um hotel bem legal próximo à rodoviária de Villa Maria (http://www.samaransuites.com.ar/). Descansamos um pouco entre 19 e 21h e fomos comer "bife de chorizo" em uma parrilada que fica perto.
Estamos nos recolhendo agora, pois amanhã temos 550 Km pela frente!  

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

11º dia - De Concón a Mendoza


Iniciamos o retorno em torno das 8h30 (horário local). Com o otimismo tradicional imaginamos estar em Mendoza, antes das 16h. Só para variar um pouco, erramos feio... às 17h30 estávamos almoçando, em Uspallata, a 100 Km de Mendoza.

O trecho até Los Andes, incluindo a subida de "Los Caracoles" foi bem tranquilo e mantendo o cronograma de horário.

As comadres... com Los Caracoles ao fundo (são apenas 29 curvas, com um desnível de aproximadamente 1000 m).

Na medida em que nos aproximamos da fronteira, começaram as paradas. Quando não eram as obras, era  o pedágio do túnel com um único guichê funcionando.

Em uma das paradas, o Otávio, com a vista da cordilheira pelo lado chileno.

Somando tudo, saída do Chile, entrada na Argentina e obras no trecho de fronteira, parada "nos lojinhas" em "Puente de Inca", foram 10h de viagem, das quais pelo menos 3h parados.


A aduana e imigração foi um exercício de paciência. Muitos carros para pouca gente atendendo. Filas e demora!

Finalmente, a saída da aduana argentina.

Parada para compras na "enfeirinha" de Puente de Inca.





Apesar da corrida para chegar cedo em Mendoza, conseguimos algumas boas fotos, mesmo dentro do carro. Méritos para a Lu (foto do Aconcágua) e para a Lisete.




Em torno das 17h30, chegamos em Uspallata. Mortos de fome. Almoçamos na Parrillada El Rancho. Estava tão bom e farto que praticamente ninguém jantou, mais tarde.



De pança cheia, cumprimos os 100 Km que faltavam até Mendoza. As "mariazinhas" não resistiram e capotaram. Para a próxima viagem vamos ter que adquirir um micro-ônibus-leito.

"ninho de mariazinhas"
No trecho que Uspallata a Mendoza, algumas fotos "dentro do carro".



Chegamos em Mendoza com um temporal de vento e areia. Após algumas voltas, conseguimos nos  localizar e encontrar o mesmo hotel em que havíamos ficado na primeira parte da viagem.



Amanhã, seguimos para Villa Maria.

Os chilenos e a buzina

Os motoristas chilenos, particularmente os condutores de ônibus, devem ter um problema de ordem freudiana com buzinas.
Tchê, que povo estressado! Vai parar, "buzina";  demorou para arrancar, "buzina";  e por aí se vai!
Larga meia dúzia destes no trânsito de Rio Grande e ia ser uma festa!

Rota de fuga de Tsunami

Estas fotos guardamos para depois de sair do litoral chileno, a fim de não assustar a parentada.
Seguem fotos de placas em Concón e Viña del Mar, indicando as rotas de fuga em caso de Tsunami.
Teve gente querendo voltar quando viu as placas!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Hipótese Formulada.....

     Após inúmeras observações dos meus colegas de viagem poliglotas das intervenções que realizaram com os habitantes dos locais visitados tracei uma hipótese que tentaremos comprovar no decorrer da viagem:  chilenos e argentinos são surdos! Meus parceiros de viagem (ao comunicar-se na língua nativa e não sendo entendidos vão gradativamente aumentando o volume da conversa até serem entendidos. Invariavelmente a coisa termina quase aos gritos e com uma sinalização que deve ser uma variação da LIBRAS.  Deve ser por isso que não tive sucesso até o momento ao me comunicar.  Vou tentar o método assim que entender como funciona.
     Coisa estranha.... deve ser a altitude.

10º dia - O último na costa do pacífico.

(post à oito mãos... )

Hoje acordei cedo (8h30) e fui dar uma caminhada na orla. 5 Km entre ida e volta, pela Av. Borgoña. Pena não ter levado a câmera.
O Cleiton havia combinado de ir junto, mas comeu a maçã da Branca de Neve e "se dormiu".

Na volta, reunimos a cambada e resolvemos dar um pulo em Viña del Mar e Valparaíso. Do norte para o sul, temos Concón, Viña del Mar e Valparaiso, uma ao lado da outra. Valparaíso é uma cidade portuária, bastante populosa e de difícil circulação. Viña del Mar é mais "charmosa", lembra um pouco Punta del Este pela arquitetura e Canasvieiras/Jurerê pelo agito. Concón é um lugar um pouco mais tranquilo.








Em Valparaíso só circulamos de carro, estava muito tumultuado (os motoristas, principalmente de ônibus, são extremamente estressados. A buzina come solta.). Os táxis são coletivos, basta acenar e mesmo que já tenham passageiros "sempre cabe mais um".

Almoçamos uma maravilhosa comida típica a pedido das crianças: Mc Donalds. E depois fomos caminhar pela cidade à procura de um laxante para a Lisete.


Encontramos um camelódromo chileno com diversos produtos típicos e lembramos dos familiares e amigos.... Saudades....

Já no final da tarde resolvemos molhar os pés no Pacífico Sul, uma experiência inesquecível.... que água gelada e com ondas que molharam não só os nossos pés, mas também as roupas....

Amanhã começaremos nossa viagem de volta: Concón - Mendoza - Villa Maria - Paysandu - Jaguarão - Rio Grande (provável chegada segunda- feira).